
A startup maranhense Ela Faz, especializada em tecnologia educacional voltada à qualificação profissional de mulheres, tornou-se um dos principais casos de sucesso impulsionados pelo Programa Centelha, iniciativa nacional que apoia ideias inovadoras com potencial de impacto social e econômico.
Criada em 2020, durante o período da pandemia, pela empreendedora Lívia Viana, a empresa nasceu com o objetivo de oferecer capacitação técnica a mulheres em situação de vulnerabilidade social, promovendo independência financeira, autoestima e inserção no mercado de trabalho.
Atualmente, a startup atua em 19 estados brasileiros, oferecendo cursos presenciais e online e já capacitou mais de 5 mil mulheres, segundo dados da empresa.
A iniciativa começou de forma comunitária, oferecendo cursos práticos como:
reparos domésticos;
elétrica básica;
pintura;
pequenos consertos;
manutenção residencial.
O foco era ensinar habilidades que permitissem geração de renda rápida e autonomia financeira.
Com o aumento da procura pelos cursos, surgiu a necessidade de estruturar o negócio e ampliar o alcance da iniciativa. Foi então que a startup participou da segunda edição do Programa Centelha, etapa considerada decisiva para a expansão do projeto.
Segundo a CEO da empresa, Lívia Viana:
“Mais do que números, é sobre histórias de transformação. Mulheres que antes não acreditavam no próprio potencial hoje lideram obras, empreendem e inspiram suas comunidades.”
De acordo com levantamento interno da empresa, 80% das mulheres que participaram das capacitações relatam aumento de renda após os cursos.
Além da qualificação técnica, os treinamentos também abordam temas como:
empreendedorismo;
gestão financeira básica;
autonomia profissional;
autoestima e liderança feminina.
A plataforma digital da startup, lançada após o apoio do programa, conta atualmente com mais de 2 mil usuárias ativas, ampliando o alcance das capacitações para além dos cursos presenciais.
O Programa Centelha possibilitou que o projeto social se transformasse em um modelo de negócio sustentável. Com o incentivo, a empresa conseguiu:
validar o modelo de atuação;
ampliar o número de turmas;
lançar cursos na modalidade online;
firmar parcerias com prefeituras e empresas;
desenvolver a plataforma digital de capacitação.
Para especialistas envolvidos no programa, o sucesso da startup reforça a importância de apoiar negócios fora dos grandes centros econômicos do país.
A startup também recebeu premiações e participou de editais nacionais voltados ao empreendedorismo feminino e inovação social, como:
Prêmio de Inovação Social;
Programa Mulheres Inovadoras;
Sebrae Delas.
Hoje, o faturamento anual da empresa varia entre R$ 300 mil e R$ 700 mil, valor reinvestido principalmente na expansão das atividades e ampliação do impacto social.
A meta da empresa é ambiciosa: capacitar 20 mil mulheres até 2030 e se consolidar como a maior rede de formação técnica feminina do país.
O Programa Centelha, que apoiou o crescimento da startup, está com inscrições abertas no Maranhão para sua terceira edição.
O programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com instituições nacionais e estaduais, e tem como objetivo transformar ideias inovadoras em negócios sustentáveis.
Nesta nova fase, a expectativa é apoiar mais de 1.100 projetos em todo o Brasil, ampliando oportunidades para novos empreendedores.
O caso da Ela Faz mostra como inovação e impacto social podem caminhar juntos, especialmente quando iniciativas focam na inclusão produtiva e na redução de desigualdades.
Ao oferecer qualificação técnica e oportunidades de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade, a startup se tornou referência nacional em empreendedorismo social.
