
Um novo leilão previsto para abril de 2026 pode ampliar significativamente o acesso à internet móvel em áreas ainda desassistidas no Tocantins. O edital, lançado pelo Ministério das Comunicações em conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), prevê a expansão do sinal utilizando a faixa de 700 MHz, com foco na ampliação do 4G e implantação do 5G.
No estado, cerca de 6 mil pessoas em oito localidades de seis municípios poderão ser beneficiadas diretamente pela medida.
Entre os municípios contemplados estão Buriti do Tocantins, Carrasco Bonito e São Miguel do Tocantins, além de Barra do Ouro, Filadélfia e Lagoa da Confusão.
A inclusão de Buriti do Tocantins, Carrasco Bonito e São Miguel do Tocantins é considerada estratégica, já que a região do Bico do Papagaio enfrenta dificuldades históricas de cobertura móvel em áreas rurais e comunidades afastadas.
Com o novo edital, essas localidades passam a ter prioridade na expansão do serviço, o que pode representar melhoria no acesso a:
Serviços bancários digitais
Atendimento de saúde à distância
Educação online
Comunicação empresarial e rural
Segurança pública e integração regional
Além das áreas urbanas e rurais, o edital prevê a cobertura de 394 quilômetros desassistidos da BR-242, passando pelos municípios de Arraias, Formoso do Araguaia, Paranã, Peixe e São Félix do Araguaia.
A ausência de sinal nesses trechos é considerada um problema de segurança e conectividade, especialmente para motoristas e transportadores que dependem da comunicação durante deslocamentos longos.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o leilão tem como meta reduzir desigualdades no acesso à internet.
“Esse leilão é essencial para levar sinal de celular e conectividade a lugares com falhas de cobertura. Todos os brasileiros precisam ter acesso à comunicação, aos serviços digitais e às oportunidades que a internet oferece”, declarou.
A faixa de 700 MHz será ofertada novamente para ampliar a concorrência entre operadoras. O espectro será dividido em blocos regionais, permitindo que cada empresa adquira até duas regiões.
O processo terá três etapas:
A maior parte do valor pago pelas empresas será convertida em investimentos obrigatórios, direcionados principalmente para áreas rurais e localidades sem cobertura adequada.
Em todo o Brasil, a expectativa é beneficiar cerca de 1,2 milhão de pessoas, conectando aproximadamente 500 pequenas localidades.
A liberação da faixa foi possível após o avanço da TV digital, que reorganizou o uso das frequências e abriu espaço para a expansão dos serviços móveis.